Telegrama

Árdua pena
Que me condena
A escrever,
Numa pauta vazia,
Onde a escura noite,
Ou o dia,
Se faz agonia
Ao esvaecer.
Pálpebra fina
De olhar molhado,
Peito magoado,
De um pobre ser.
Palavras que esvaem
Em linhas traçadas
Em folhas molhadas
Por lágrimas em pane.
Valha-me, oh! Pena.
Nas escritas que faço:
São sílabas sozinhas,
São coisas tão minhas,
Que insisto em dizer.
Deslumbre as letras
Num belo cenário,
Num só vocabulário
Fácil de entender.
Fale com franqueza,
Use de sutiliza,
Se preciso for;
Numa longa e bela
Carta de amor!

Sedução

Nivaldo Donizeti Mossato - Todos os direitos reservados