Eu escolho para você, O que você escolher para si...

Nisso consiste a liberdade.

A verdadeira liberdade do amor.

Quando se ama, embasado somente no natural do ser humano, muitas vezes nos tornamos mesquinhos ao ponto de entendermos – conscientes ou não – que a pessoa amada é nosso “patrimônio”, independente do grau de parentesco ou afinidade.

Portanto, se o amor floresce pela (o) esposa (o), subjugamo-na (o) a tal ponto de interferir diretamente nas suas decisões mais íntimas. Caso o amor desencadeado seja por um filho, além de subjugá-lo, muitas vezes podamos até mesmo a mais ínfima possibilidade de decisão, colocando-o como “a mais bela cópia de nós mesmos”. E quantas vezes não nos apossamos, em nome do amor, de amigos, parentes, objetos e objetivos?

Antes mesmo de fazermos a nossa primeira escolha, Deus nos escolheu. Escolheu-nos na liberdade, de forma a dar também a nós a possibilidade de escolhê-lo. A escolha de Deus, passa por primeiro pela escolha do amor, essência de Deus. Quando amamos imersos na escolha de Deus, amamos também na liberdade:

“Eu escolho para você, o que você escolher para si.” Esta é a medida com a qual podemos avaliar o quanto amamos realmente. O verdadeiro amor, provém daquele que é o amor. Quando amamos mergulhados na escolha de Deus, submergimos ao encontro do homem e, emergimos como uma nova criatura onde funde-se o divino no humano, o corpo e o espírito, a razão e o sentimento, numa mágica mistura que liberta e transforma.

O amor na liberdade, não escraviza – compartilha. Não divide – multiplica. O amor na liberdade deixa livre todas as “coisas”, mesmo por quê, livres são todas as coisas. Deixando livre tudo que amamos, damos a elas a possibilidade de partirem. Caso retornem, fazem realmente parte das nossas conquistas. Por via, se não retornarem, jamais nos pertenceram.

Quando amamos na liberdade, não sufocamos e damos ao amado, a possibilidade da escolha. Um ser amado na liberdade amadurece a seu tempo, aprendendo a amar. Não pula etapas importantes da vida nem se perde ao longo dela. Cria vínculos profundos capazes de suportar as tempestades da alma humana. O amado, ao seu tempo, é capaz de buscar dentro de si, o mais amplo sonho e realizá-lo. Torna-se esteio, sustentáculo de uma nova criatura que nasce primeiro dentro de si, embasada em novos ideais e, depois aflora, transformando seu meio.

Quando escolhemos o amor na liberdade, escolhemos Deus e nos tornamos partícipes da criação.

Eu escolho para você, O que você escolher para si...

Alguns Trechos

Nivaldo Donizeti Mossato - Todos os direitos reservados