Com os olhos da alma.

Quando olhamos o ser humano com os olhos da carne, o vemos despido de suas qualidades, de suas virtudes. Em relevo, destaca-se todas suas imperfeições. Mas, se o olhamos com os olhos da alma, vemos transbordar um turbilhão de motivos para amá-lo. A alma rejubila com a criação divina. Quando privada do mal, a alma abandona-se na beleza do divino, essência da criatura. Criador e criatura reencontram-se, formando um elo de amor em duas vias: - O criador ama. E por seu amor, gera a vida. A criatura, sentindo-se amada, retribui. Um vai-e-vem de amor se estabelece e proporciona o encontro com o próprio vínculo, que é o amor.

Deus é amor!

Ninguém é perfeito. O próprio Cristo ao interceder pela mulher adúltera disse: “- Quem não tiver pecado algum que lhe atire a primeira pedra”.

As veias do bem e do mal circundam nosso corpo levando o mesmo sangue. Sangue este, que alimenta nossas escolhas.

Temos em nós dois eternos lobos. Sobreviverá aquele que melhor alimentarmos. Alimentando o lobo bom, este se sobrepujará sobre o mal. Toda vez que alimentarmos o mal, ele aniquilará o bom.

Olhemo-nos com novos olhos; com olhos de Cristo. Sintamos o sabor da alma de quem nos é dado gratuitamente por Deus. Sejamos aquele que separa o pecado do pecador. Sejamos aquele que ama, sem importar-se com qual lobo se deparará.

Olhemos profundamente cada criatura com os olhos do Criador. Assim, veremos refletir em nossa alma toda a essência do verdadeiro relacionamento embasado no amor. Um vai-e-vem de amor, capaz de gerar uma nova vida. Capaz de transformar a própria criatura.

Alguns Trechos

Nivaldo Donizeti Mossato - Todos os direitos reservados