O que fizeste com os dons que lhe dei?

O que responderíamos a Deus, se no juízo final, frente a frente, ouvíssemos esta indagação? Muitas vezes em nossa vida usamos muito mal os dons que recebemos de Deus. Outras vezes, cobramos um preço muito alto pelo que recebemos gratuitamente.

Igino Giordani* escreveu: “- Um escritor que crê, não pode perder tempo com coisas inúteis; seus escritos devem sempre doar Cristo”.

Não seria assim com todos os dons que recebemos? Um orador em sua fala, dom gratuito de Deus, não deveria transmitir Cristo? Um músico, em suas canções não deveria fazer o mesmo? Levando em consideração que tudo provém da criação, tudo o que temos é dom de Deus. Se Dele provém, a Ele deve retornar. E como servos, devemos multiplicar nossos dons, compartilhando-os de forma a transmitir uma só mensagem: - Cristo.

Quantos dons recebemos? Dezenas, centenas. Dons, não são somente aquelas coisas que fazemos de extraordinário. São as coisas que fazemos com amor. Simples, como é a vontade de Deus para cada um. Passar manteiga no pão que será servido a alguém, poder ser um dom inestimável, se o próximo o perceber no amor. Cantar uma canção, buscar um copo d’água, escrever um livro, dar um sorriso, cuidar de um doente por anos a fio ou um simples olhar. Tudo é dom de Deus. Não importa o tamanho, a grandeza. Importa o quanto amamos.

Escrever, cantar, estudar, aconselhar ou até mesmo ouvir para mostrar o dom que temos, nada mais é que egoísmo. Ouvir, falar ou escrever para doar Cristo é dom divino. Multipliquemos então nossos dons, colocando-os a serviço. No entanto, não o façamos por nós, nem pelo quanto receberemos por pagamento. Façamos por amor. Façamos por sermos servos dignos dos dons que recebemos. Um dia Ele nos perguntará:

- Que fizeste com os dons que lhe dei? (Mateus 25, 14-30)

*(Igino Giordani – escritor e político Italiano – Blibliotecário do Vaticano e Co-Fundador do Movimento Focolares )

Nivaldo Donizeti Mossato

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