Nivaldo Donizeti Mossato

Acompanhando a evolução dos acontecimentos que tem marcado a educação brasileira nos últimos anos, não se pode negar que houve melhoras. Os investimentos nas três esferas do Governo, Federal, Estadual e Municipal, têm contribuído em muito para a obtenção de resultados positivos. No entanto, observa-se que as ‘vitórias’ mais acentuadas ocorrem nas escolas onde há uma maior participação da comunidade à qual pertence, comprovando assim a necessidade de uma soma global de esforços.

É na reciprocidade escola/comunidade, professor/aluno, no completo envolvimento do corpo docente como mediador do processo ensino-aprendizagem, que se encontra e se desenvolve os melhores métodos e instrumentos aplicáveis a uma situação educativa.

Enquanto não compreendermos que a criança leva para dentro da sala de aula o que ela vivencia em seu contexto social, fator que contribui para a constituição da sua subjetividade será impossível compreendê-la em seus principais aspectos de crescimento e desenvolvimento, tanto como aluno, quanto como ser humano.

Neste contexto, o Dado do Amor, instrumento de socialização da Arte da Amar, proposta por Chiara Lubich, mostra-se como um importante instrumento pedagógico, capaz de dar ao aluno a exata noção de onde começa e onde termina seus direitos e seus deveres, contribuindo no processo de aprendizagem e na construção de uma humanidade mais fraterna.

A socialização das experiências vivenciadas pelos alunos, fortalece o espírito de coletividade, ampliando as relações dos alunos entre si, com o professor e com a comunidade pedagógica. O aluno deixa de ser objeto da aprendizagem e passa a ser agente de cooperação, de transformação, agindo não só em benefício próprio, ou como algoz do próprio saber, mas em função de um bem maior: a construção de um conhecimento capaz de elevá-lo à categoria de um ‘ser-comunidade’.

Nivaldo Donizeti Mossato
é empresário, escritor, membro da ALM – Academia
de Letras de Maringá e acadêmico em Psicologia.

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