Algumas Eperiências

(...)Moro com minha avó há dez anos. Eu não sabia o valor de um ato de amor até que comecei a praticá-los. Percebi que estava acordando muito tarde, e não sobrava tempo para ajudar minha avó. Resolvi então acordar mais cedo. Confesso que foi um pouco difícil, pois sou um pouco preguiçosa. Mas por outro lado está sendo muito bom para mim e para ela, pois estou conseguindo ajudá-la. Toda vez que a ajudo, sinto uma paz imensa no meu coração. Foi então que percebi que um pequeno ato de amor pode mudar muitas coisas em nossas vidas.

(...)Cheguei em casa com um pacote de ‘chips’ nas mãos. Quando percebi que havia muitas pessoas, minha primeira reação foi de escondê-lo. No entanto, o amor falou mais alto e resolvi repartir. A mesma coisa aconteceu outro dia com um pacotinho de pipocas. Fiquei na dúvida se deveria dividir ou não com meu irmão, pois ele não repartia nada comigo. Mas lembrei-me de uma coisa muito importante: ‘o troco não deveria ser na mesma moeda’. Não perdi a chance de fazer um ato de amor para ele. Assim, vou melhorando a cada dia.

(...)Moro num sítio com meus pais e vou à escola de ônibus. Conheci dois irmãos, um de dois anos e um de cinco. O mais novo sempre acaba caindo quando vai descer do ônibus. Então, todos os dias eu pego o menino no colo e desço com ele. Fazendo este ato de amor para Jesus naquele menino, me sinto muito bem.

(...) Ao responder uma pergunta do professor, ele me deu um chaveiro de presente e me elogiou para os colegas da sala dizendo que eu estava me ‘empenhando’ cada dia mais. Quando cheguei em casa percebi que minha mãe estava triste, pois era seu aniversário e ninguém havia se lembrado. Mostrei o presente que o professor havia me dado e contei-lhe da minha ‘participação’ na aula. Eu quis ser amor para ela naquele momento, então, dei-lhe o presente que eu havia ganhado. Ela me deu um abraço e ficou emocionada.

(...)Na quarta-feira a zeladora estava limpando a escola. Tinha muitos papéis jogados no pátio e eu resolvi ajudá-la catando-os e jogando no lixo. Ela me disse que ‘eu não estava ali para limpar a escola’. Não pensei duas vezes: continuei a catar o lixo alegremente. Ela sorriu e me agradeceu. Tive a impressão que meu pequeno ato de amor tocou seu coração.

(...)Tenho umas amigas que estavam precisando de algumas roupas. Chegando em casa não pensei duas vezes: abri o armário e separei tudo que eu poderia colocar em comum com elas. Elas ficaram muito felizes quando receberam as roupas por que, em cada peça, tinha um pouquinho do meu amor e da minha solidariedade para com elas. Pode ser que este não seja um ‘grande ato de amor’, mas valeu pela alegria de vê-las sorrindo.

Alguns Trechos

Nivaldo Donizeti Mossato - Todos os direitos reservados